CASCATEAMENTO:
Vários comutadores podem ser interligados em uma configuração hierárquica caracterizando o que se chama de cascateamento. No cascateamento, a interligação se dá através de uma porta de um equipamento com a outra porta de outro equipamento, sendo a largura de banda limitada à velocidade da porta (10/100/1000 Mbps). Antigamente, utilizavam-se portas específicas para este fim, chamadas de portas MDI-II (UpLink). Essas portas aceitam cabeamento comum, dispensando a utilização de cabo cross-over, pelo fato de realizarem a inversão internamente. Porém, os equipamentos mais novos (incluindo alguns hubs e switches de 10/100 Mbps e TODOS os dispositivos de 1 Gbps ou 10 Gbps) disponibilizam "Auto MDI/MDIX" para automaticamente selecionar a configuração apropriada quando um cabo Ethernet é conectado, de maneira que qualquer porta pode ser utilizada para o cascateamento.
As regras para o cascateamento dependem das especificações dos dispositivos porque neste tipo de ligação, e, em geral, à medida que vai se "cacasteando", o desempenho da rede vai piorando. Dentro das limitações impostas por cada fabricante, é possível interligar equipamentos distintos e de marcas distintas. Por exemplo, deve-se obedecer à regra "5-4-3" para repetidores em série quando em redes de 10 e 100 Mbps, porém, redes de 1 Gbps permitem somente um único repetidor, ou seja, não é permitido cascateamento de repetidores (hubs) em redes de 1Gbps. Quanto ao uso de comutadores (switches) não há limitação de segmentação estipulada pela tecnologia, porém, deve-se observar as normas do Sistema de Cabeamento Estruturado: por exemplo, para backbones, esté limitado a no máximo duas hierarquias (dois níveis), onde não deverá existir mais do que duas conexões cruzadas além da principal.
Observe que quando os switches colocados em cascata formam caminhos com loops fechados, o encaminhamento de quadros pode levar ao congestionamento da rede. O protocolo STP é utilizado para prevenir a ocorrência desses loops. Assim, é permitida a utilização de ligações redundantes entre comutadores, provendo caminhos alternativos em caso de falha de uma dessas ligações.
Em suma, o cascateamento é muito prático e barato, mas pode ocupar portas que poderiam ser usadas para conectar outros equipamentos da rede.
EMPILHAMENTO:
No empilhamento, a interligação ocorre através de uma porta específica para empilhamento ("stack") e cada fabricante possui um tipo de interface própria a qual possui velocidade transmissão maior que a velocidade das portas de conexão. Nesse caso, o empilhamento pode ser feito apenas entre equipamentos de um mesmo fabricante. Os equipamentos assim empilhados tornam-se um único equipamento. Por exemplo, no caso de repetidores, não ocorreria a incidência da regra 5-4-3 na pilha de repetidores, mas sempre considere as observações e limitações de cada fabricante.
Ao contrário do cascateamento, onde cada equipamento é configurado separadamente, em comutadores empilhados, um deles fica responsável pela pilha e é o único no qual as configurações serão realizadas. O empilhamento é mais eficiente do que o cascateamento porque não ocupa as portas frontais para conexão, aumentando com isso a quantidade de portas disponíveis para os equipamentos da rede.
Referências :
Fonte:https://sites.google.com/site/ifmgredes2/tutoriais/cascateamentoeempilhamentodecomutadores